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Ataque ao Twitter pode ter tido mentor de apenas 16 anos

Maior falha de segurança da rede social afetou nomes como Bill Gates e Barack Obama, mas foi conduzida por grupo de adolescentes, apontam as investigações

Quando as autoridades prenderam Graham Ivan Clark, que disseram ser o "mentor" do recente hack do Twitter que invadiu as contas de Kanye West, Bill Gates e outros, um detalhe que se destacou foi sua idade: ele tinha apenas 17 anos.
Agora, as autoridades localizaram outra pessoa que parece ter desempenhado um papel igualmente importante, talvez até mais significativo, no ataque de 15 de julho, de acordo com quatro pessoas envolvidas na investigação que não quiseram se identificar porque o inquérito ainda está em andamento. Elas disseram que a pessoa era pelo menos parcialmente responsável pelo planejamento da violação e pela execução de alguns de seus elementos mais delicados e complicados.

A idade dele? Apenas 16 anos, como mostram os registros públicos.

Na terça-feira, agentes federais apresentaram um mandado de busca ao adolescente e vasculharam a casa em Massachusetts onde ele mora com os pais, disse uma das pessoas envolvidas na operação. Um porta-voz do FBI confirmou que um mandado de busca foi executado no endereço.

O mandado de busca e outros documentos do caso estão sob sigilo e os agentes federais podem decidir não acusar o jovem de crime. Se ele for preso, o caso provavelmente será entregue às autoridades de Massachusetts, que têm mais poder do que os promotores federais na acusação de menores na condição de adultos. (O New York Times não está citando o nome do adolescente neste momento por causa de sua idade e porque ele não foi formalmente acusado).

Foram pouquíssimas as vezes em que agentes federais saíram com um mandado de busca contra alguém tão jovem em casos de invasões digitais, especialmente em casos com este nível de sofisticação. Durante o ataque, grande parte do Twitter - incluindo as comunicações sem filtro do presidente Donald Trump na plataforma - ficou praticamente paralisada. Os invasores tomaram o controle dos sistemas da rede social e puseram em risco as contas de Barack Obama, Joe Biden, Jeff Bezos e muitas outras pessoas proeminentes, expondo o quão vulnerável o Twitter pode ficar.

As autoridades já acusaram três outras pessoas pelo hack. Entre elas está Clark, a quem os promotores da Flórida acusaram de trinta crimes, no fim de julho. Acusado na condição de adulto, ele se declarou inocente e não precisou pagar fiança para sair da prisão. Os promotores federais também indiciaram duas outras pessoas que desempenharam papéis menores no hack: Mason John Sheppard, 19 anos, do Reino Unido, e Nima Fazeli, 22 anos, de Orlando, Flórida.

O Twitter não quis comentar o caso.

Ao que parece, o adolescente de Massachusetts se associou a Clark no planejamento do ataque ao Twitter em maio, de acordo com os investigadores. Enquanto Clark e alguns de seus cúmplices conversavam no fórum de mensagens Discord, o jovem se restringiu a usar sistemas de mensagens criptografadas, como o Signal e o Wire, disseram vários hackers que viram as mensagens.

"Ele era mais inteligente do que o resto", disse Joseph OConnor, hacker conhecido como PlugWalkJoe, a respeito do adolescente. OConnor disse que conversou com algumas das pessoas envolvidas no hack no dia do ataque ao Twitter e que sabia do papel do adolescente no esquema.

As comunicações criptografadas do jovem dificultaram a identificação por parte dos investigadores. Mas OConnor e outras pessoas na conversa online daquele dia disseram que ele fez chamadas de vídeo com amigos no dia do hack e lhes mostrou que estava dentro de certos sistemas do Twitter dos quais alguns cúmplices jamais chegaram perto.

O adolescente era conhecido por ligar para os funcionários das empresas, como o Twitter, segundo investigadores e outros hackers. Ele costumava se passar por um contratado ou empregado para persuadir os funcionários a inserir suas credenciais de login em sites fraudulentos, nos quais as credenciais podiam ser capturadas, um método conhecido como voice phishing ou vishing. As credenciais de login possibilitaram aos hackers acessar o funcionamento interno dos
sistemas das empresas.

Depois do hack do Twitter, o garoto se tornou o foco dos investigadores porque continuou envolvido em ataques de voice phishing, disseram as pessoas envolvidas na investigação.

"Usando as credenciais obtidas, os cibercriminosos minavam os bancos de dados da empresa vítima em busca de informações pessoais de seus clientes para promover outros ataques", disseram as autoridades federais em um alerta sobre o esquema publicado em agosto.

Quando tinha cerca de 13 anos, o garoto comprou uma série de sites com nomes pornográficos e tentou revendê-los, usando seu e-mail e endereço pessoal, de acordo com registros de domínio.

Na mesma época, contas de fóruns online vinculadas a seu e-mail e endereço de protocolo de internet apareceram no OGusers.com, site que era ponto de encontro de outras pessoas envolvidas no ataque ao Twitter, de acordo com duas empresas forenses online. O site oferece um local para os hackers comprarem e venderem os cobiçados nomes de usuário "original gangster" em sites de mídia social, como contas de uma única letra, como @a ou @6.

Tempos depois, ele se associou a Clark e os dois começaram a trabalhar juntos, disseram pessoas envolvidas na investigação. Seus primeiros trabalhos, os hackers disseram e os investigadores confirmaram, foram nos chamados SIM swaps, um método de hacking muito usado para roubar contas de mídia social e criptomoedas.

No fim do ano passado e no início deste ano, disseram hackers e investigadores, o adolescente fez parte de um grupo que entrou no GoDaddy, empresa que vende e protege nomes de sites. Os hackers conseguiram acessar e alterar os registros dos clientes. O GoDaddy confirmou o hack em uma carta aos clientes.

Em maio, o adolescente de Massachusetts e Clark começaram a enganar os funcionários do Twitter para que informassem seus logins, o que possibilitou o hack de 15 de julho. Sob o pseudônimo Kirk, os garotos começaram a vender para os clientes nomes de usuário valiosos no Twitter.

Nesse mesmo dia, pouco depois do meio-dia, horário da Califórnia, os outros cúmplices desistiram, disseram eles em entrevistas para o Times alguns dias depois. Clark e o adolescente de Massachusetts então assumiram contas proeminentes do Twitter - como as pertencentes a Obama e Elon Musk - e as usaram para divulgar um esquema de Bitcoin. Os investigadores disseram que o adolescente de Massachusetts estava conectado aos sistemas do Twitter e operou pelo menos algumas das alterações nessas contas e os tweets que saíram delas.

As pessoas que caíram no golpe enviaram aos adolescentes cerca de 12 bitcoins, no valor de mais ou menos US$ 140 mil. Esses recursos parecem ter sido divididos aproximadamente pela metade entre os dois responsáveis, de acordo com o órgão responsável pelas transações de Bitcoin. / TRADUÇÃO DE RENATO PRELORENTZOU

(Fonte: Nathaniel Popper) - 03/09/2020
WhatsApp não é recomendado para o home office, diz especialista

Aplicativo quebra barreira entre vida profissional e pessoal, além de dificultar gestão de informações

O WhatsApp sempre foi um canal para falar com amigos e família. Porém, com a pandemia e o trabalho remoto, mensagens corporativas passaram a disputar atenção no app. Para Amelia Caetano, consultora especializada em home office do Instituto Trabalho Portátil, entretanto, a plataforma de mensagens não é a melhor opção para a comunicação no home office.
"No WhatsApp, é difícil fazer gestão do conhecimento, as informações acabam se perdendo. Além disso, há o fato de o WhatsApp ser plataforma de uso pessoal, o que faz com que os dois universos acabem se misturando", disse ao Estadão. A consultora afirma que entre mensagem escrita e áudio, a segunda opção é menos eficiente. A seguir, os principais trechos da entrevista.

O WhatsApp é recomendado para o home office?
Não. Como muitas empresas não tinham políticas de trabalho remoto antes da pandemia, várias delas tiveram que, da noite para o dia, entrar no mundo virtual durante a pandemia. O problema é que elas ainda carregam a mentalidade do mundo físico, o que resultou em algumas improvisações. As companhias acabaram por usar aquilo que tinham disponível e o que era de fácil acesso para os funcionários.

Dentro disso, o WhatsApp passou a ser umas das principais ferramentas de comunicação. Mas, com isso, as empresas estão perdendo em gestão.

Por que exatamente o WhatsApp não é eficiente?
Diferentemente de plataformas voltadas para o mundo corporativo, como o Slack, no WhatsApp é difícil fazer uma gestão do conhecimento, e as informações acabam se perdendo. Além disso, há o fato de o WhatsApp ser uma plataforma de uso pessoal. A pandemia tirou a barreira física que existia, entre a sua casa e o trabalho. Ficou tudo no mesmo ambiente. Usar o WhatsApp como ferramenta de trabalho dificulta ainda mais a virada dessa chave. Plataformas que são essencialmente corporativas podem dar a tranquilidade mental para o profissional poder separar os dois universos e descansar.

Muitas pessoas dizem que é só não olhar a mensagem do chefe fora do horário de trabalho, mas isso é muito difícil quando você está sempre acessando o celular.

E o áudio no WhatsApp, especificamente? Qual a sua opinião sobre ele?
O áudio é menos eficiente ainda que a mensagem escrita. Ao passar o áudio, você pode acreditar que está sendo mais ágil, mas, ao escrever, elaboramos melhor o pensamento. Além disso, o conteúdo de áudio é mais difícil de ser resgatado no histórico da plataforma, já que não entra no mecanismo de busca. Não é verdade que uma mensagem verbal é mais clara. Do ponto de vista profissional, o áudio não é indicado.

Enviar áudios no home office pode atrapalhar a produtividade?
Na mensagem escrita, você consegue ver se a mensagem é urgente, e assim pode se organizar para responder. No caso do áudio, você se sente obrigado a parar para ouvir, porque não consegue ter ideia sobre o tema. Às vezes, as pessoas escutam para saber o tema, descobrem que a mensagem pode esperar. Mais tarde voltam na conversa, escutam o áudio novamente para lembrar do que se trata e aí sim respondem. Esses processos atrapalham a produtividade.

Como as pessoas estão distantes, o áudio não poderia ajudá-las a se sentirem mais próximas durante o trabalho?
Grande parte das comunicações no trabalho já eram realizadas por e-mail ou chat antes da pandemia. Uma alternativa para esse contato mais humano, por exemplo, seria fazer reuniões usando câmera, para que as pessoas se olhem.

(Fonte: Giovanna Wolf - Estadão) - 25/08/2020
Bill Gates investe US$78 mi em empresa de antenas de satélites

O bilionário Bill Gates está liderando a última rodada de investimentos da Kymeta, uma empresa de antenas de satélite, com um aporte de 78 milhões de dólares, disse o presidente da companhia à Reuters.



21/11/2019 REUTERS/Jason Lee
Foto: Reuters

A Kymeta, que vende antenas do tamanho de caixas de pizza para instalação em carros, trens e barcos, garantiu 85,2 milhões de dólares em capital. A empresa planeja lançar um serviço de internet via satélite por meio de uma assinatura mensal para clientes governamentais ainda este ano, disse o presidente e chefe de operações da Kymeta, Walter Berger, em entrevista.

"A tese aqui é avançar a conectividade em uma base global. O celular não faz isso", disse ele.

A empresa de Gates, que investiu em pelo menos uma outra rodada de financiamento, não retornou imediatamente um pedido de comentário.

As antenas da Kymeta se conectam principalmente a satélites em altitudes orbitais elevadas e podem fazer a conexão de locais remotos, bem como aviões e veículos em movimento.

Uma série de empresas, como a SpaceX de Elon Musk e a Amazon de Jeff Bezos, estão construindo redes de satélites de órbita baixa da Terra, uma aposta cara e de alto risco que levou a operadora de satélites OneWeb à falência.

A Kymeta planeja lançar um pacote de antenas de satélite até o final de 2020 por 1.000 dólares por mês, disse Berger.

A companhia tem negociado com várias empresas que constroem redes de satélites de baixa órbita, disse Berger.

(Fonte: Joey Roulette - Reuters ) - 25/08/2020
Remoção de Fortnite de lojas de aplicativos ameaça vida social de jovens jogadores

Uma notificação do YouTube interrompeu os estudos de Jack Erricker na manhã de sexta-feira, quando ele e crianças de todo o mundo acordaram com a notícia de que seu jogo favorito, Fortnite, havia sido retirado da App Store da Apple e da Play Store do Google.

"É basicamente o único jogo que eu jogo", disse Erricker, um garoto de 11 anos de Bengaluru, Índia, um jogador ávido do Fortnite em seu iPad. "Não estou feliz, não acho que seja uma decisão boa."

O Fortnite, que atraiu mais de 350 milhões de jogadores em todo o mundo, é especialmente popular entre os jogadores mais jovens e se tornou uma das poucas formas de contato com o mundo exterior para crianças presas em casa durante a pandemia de coronavírus. Incapazes de brincar do lado de fora, as crianças passam horas com os amigos conversando e competindo no Fortnite, que é gratuito para jogar e está disponível em quase todos os dispositivos.

A Apple e o Google, da Alphabet, removeram na quinta-feira o Fornite de suas lojas de aplicativos por violar as diretrizes de pagamento dentro do aplicativo, e a notícia se espalhou rapidamente entre crianças que, de outra forma, são muito jovens para entender manchetes da CNN, BBC ou New York Times.

A remoção significa que nenhum novo jogador pode baixar o jogo e o aplicativo não receberá atualizações nas lojas. Mas o jogo continuará funcionando por enquanto para quem já o possui.

Calum Jack, um garoto de 8 anos de Londres, ouviu a notícia sobre o Fortnite de amigos na Ásia assim que acordou às 6 da manhã. O assunto estava "em todo o YouTube", disse ele.

A dona do Fortnite, a Epic Games, desafiou a política da Apple de receber parte do valor das compras feitas dentro dos aplicativos, permitindo que usuários paguem à Epic diretamente a um preço mais baixo. As ramificações financeiras da mudança eram aparentes até mesmo para os jovens jogadores.

"A Epic estava cortando as margens de lucro da Apple", disse Zoraan Kunnel, 13, de Bengaluru, Índia.

Na quinta-feira, a Epic lançou um vídeo no Fortnite, no YouTube e em outros canais de mídia social zombando do icônico anúncio "1984" da Apple com a hashtag "FreeFortnite".

"Meus amigos acham que Fortnite vai ganhar a disputa", disse Erricker. "Há muitas pessoas que jogam Fortnite, e elas serão contra a Apple."

Quando questionado sobre o que ele fará se o jogo parar de funcionar em seu iPad, Jack disse: "Eu apenas jogaria no PS4".

Por US$ 100 ao ano, serviço promete limpar caixa de e-mails

Lançado pela startup americana Basecamp, Hey promete usar filtros para limpar a bagunça geral

De todos os males da internet, o e-mail é uma fonte de sofrimento sem plano de tratamento. Não há controle: qualquer pessoa - de um ex-namorado até atendentes de telemarketing - pode mandar um email. É irritante: ao comprar um produto online e compartilhar nosso endereço, uma empresa bombardeia a caixa de entrada com mensagens inúteis. E é um círculo vicioso: com muitos e-mails inúteis, muita gente também ignora a avalanche de mensagens que chegam todos os dias.

Mensagens de emails podem ser apagadas com a contratação de um serviço
Foto: Pixabay

A Basecamp, uma startup dona de uma ferramenta de colaboração online, está tentando reinventar o email com um novo aplicativo. Na semana passada, eles apresentaram o Hey, um serviço que custa US$ 99 ao ano e promete deixar uma interface mais limpa para a navegação na caixa de entrada. Seu principal atributo é uma ferramenta de triagem que podemos usar para decidir quem tem autorização para nos enviar emails - o que, teoricamente, ajuda a retomar o controle sobre nossas caixas de entrada. Não é muito diferente da possibilidade de bloquear remetentes em serviços como o Gmail, mas o Hey tem filtro por pessoas.

"As pessoas odeiam o email porque não conseguem mais controlá-lo", disse Jason Fried, presidente executivo da Basecamp. "Inverter as coisas e dar o controle ao usuário realmente é uma mudança radical".

Depois de mais ou menos uma semana de testes, é triste relatar que não senti que havia recuperado o controle sobre a minha caixa de entrada. E suspeito que a maioria das pessoas continuará achando que serviços gratuitos como o Gmail são bons o suficiente - e quando algo é gratuito e bom o suficiente, é difícil de batê-lo. O Hey deu um primeiro passo bem pensado, mas terá de fazer mais para convencer as pessoas a pagar US$ 99 por ano.

Além do mais, saí convencido de que a própria ideia de email está tão estragada que muitas pessoas já levaram a maior parte das conversas para outro lugar. Mais sobre isso logo adiante.

Eis aqui o que o Hey faz.

Semelhante aos primeiros tempos do Gmail, o Hey é um serviço aberto apenas para convidados. Para se inscrever, você precisa mandar uma mensagem para iwant@hey.com e contar à empresa como você se sente em relação ao email. Aí você recebe um código de inscrição.

Você pode acessar a sua caixa de entrada do Hey por meio de um navegador da Web ou de aplicativos criados para dispositivos Apple, Android, Windows e Linux. A grande estrela do Hey é a ferramenta de triagem. Quando você recebe um email de alguém pela primeira vez, uma mensagem na parte superior da tela o convida a filtrar o remetente. Em seguida, você é levado ao menu Filtros, que mostra uma lista de remetentes inéditos e oferece a opção de clicar em Sim ou Não para

receber emails desses endereços. Mas ele também tem outros benefícios.

>> Tecnologia anti-rastreamento: os rastreadores de email vêm de várias formas, como um único pixel invisível ou fontes especiais da web, e os profissionais de marketing costumam usá-los para detectar quando alguém abre uma mensagem e até mesmo onde a pessoa está quando abre o email. O Hey detecta automaticamente emails que têm rastreadores e alerta quando são bloqueados. É um passo à frente dos serviços gratuitos como o Gmail, que oferece pouquíssimas proteções contra rastreamento.

>> Um local para recibos e notas fiscais: quando você recebe as notas de transações comerciais ou viagens a trabalho, você pode clicar no botão "Mover" para enviá-lo para "Papelada", que é essencialmente uma pasta para documentos importantes.

>> Outras ferramentas de gerenciamento de emails: quando você recebe um e-mail importante do qual não quer se esquecer, pode fixá-lo para que uma pré-visualização da mensagem permaneça na parte inferior da tela do aplicativo. Você também pode sinalizar os emails aos quais planeja responder depois tocando no botão "Mais tarde".

Testar, testar, testar
Para testar o Hey, configurei duas das minhas contas do Gmail para encaminhar automaticamente todas as mensagens para o meu endereço @hey.com, na tentativa de ver se as ferramentas de triagem ajudariam minha caixa de entrada a ficar menos lotada. Logo de cara encontrei algumas falhas. Em alguns casos, a ferramenta de triagem foi útil: filtrei emails desagradáveis de campanhas políticas, promoções e locadoras de carros só clicando em "Não" para os remetentes.

Mas, quando se tratava de empresas que eu queria ouvir, a triagem virava uma tarefa árdua. Por exemplo: recebo muitos emails de marketing da companhia de seguros que contratei para minha casa, mas quero ouvi-la sobre recibos ou alterações contratuais. Como filtrar isso? Às vezes, as empresas enviam mensagens importantes e emails de marketing de diferentes endereços, mas nem sempre, e filtrar só os endereços com cara de spam se tornou um exercício tedioso.

A tecnologia anti-rastreamento do Hey também pareceu incompleta. O serviço bloqueia principalmente pixels de rastreamento e fontes especiais, que, quando carregados, avisam servidores externos para informar terceiros quando você abre o email.

Mas os rastreadores da web também vivem em outros lugares dos emails. Quando você clica numa palavra com hiperlink dentro de uma frase ou na foto de um moletom da Uniqlo, isso também pode alertar terceiros que você abriu o email e interagiu com seu conteúdo. (No passado, os bloqueadores de rastreadores de email que testei retiravam os hiperlinks que continham rastreadores).

Fried disse que as pessoas geralmente entendem que os links de email são direcionados para sites que os rastreiam. Eu discordo, respeitosamente. Minha preocupação é que, quando o Hey informa às pessoas que os rastreadores foram bloqueados, elas têm a falsa sensação de segurança.

Gostei muito de alguns dos outros recursos do Hey. Adorei a ferramenta que fixa os emails importantes na tela do aplicativo. A pasta "Papelada" também foi um recurso interessante para arrumar os recibos. Mas, mesmo assim, não pagaria pelo Hey, por causa de algumas das falhas que observei.

O email voltará a ser divertido?
Testar o Hey me fez relembrar da época em que o email era motivo de alegria. Nos dias da AOL, nos anos 1990, dependíamos do email para mandar mensagens a amigos e familiares. Quando o Gmail surgiu, em meados dos anos 2000, o Google ofereceu uma caixa de entrada gratuita e pesquisável, com mais armazenamento, o que acabava com a necessidade de excluir e-mails. Mas esse serviço tão usado não mudou muito desde então.

Em outras palavras, o email ficou chato. Muitas empresas tentaram oferecer uma experiência de email mais agradável. Em 2013, o Dropbox pagou US$ 100 milhões para adquirir o Mailbox, um aplicativo que ajudava os usuários a organizar a caixa de entrada. O Dropbox matou o aplicativo em 2015, depois de concluir que não era possível "fazer um conserto fundamental no email".

Depois de testar o Hey, olhei atentamente para meus dispositivos e percebi uma tendência. A grande maioria das minhas conversas digitais com familiares, amigos e colegas de trabalho acontece em aplicativos de mensagens como o iMessage, Google Hangouts e Slack. Minhas contas de email se transformaram num canal passivo para receber notas fiscais e newsletters.

Muitas pessoas talvez sintam a mesma coisa. Gente de 16 a 44 anos de idade passa mais tempo em aplicativos como Facebook Messenger, WhatsApp e Twitter do que no Gmail. E pessoas mais velhas gastam mais tempo no Gmail do que em aplicativos de mensagens, disse Amir Ghodrati, diretor de insights de mercado da App Annie, uma empresa de pesquisa.

(Fonte: Brian X. Chen - Estadão) - 17/08/2020
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Sobre o Portal da Florêncio de Abreu

O Portal da Florêncio de Abreu foi lançado em 01 de janeiro de 2002, tendo como objetivo principal a divulgação de empresas e produtos comercializados na região da rua Florêncio de Abreu no centro da cidade de São Paulo, focando-se principalmente em produtos voltados para a área de ferramentas e ferragens.