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BRF procura cientistas para evitar desperdício de comida

Após ter dificuldade para achar startups com base científica, empresa busca soluções de tecnologia e segurança alimentar

No início deste ano, a BRF lançou um programa de startups para atender a cinco demandas da companhia. Oitenta empresas se inscreveram para participar, mas nenhuma apresentou propostas para um dos principais desafios, que era desenvolver próteses (dentárias ou corporais) com ossos suínos. Além disso, a área voltada para Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) só recebeu duas inscrições. O resultado, abaixo das expectativas, foi o pontapé que a BRF precisava para tirar do papel um plano antigo de se aproximar do mundo universitário e científico.

Assim surgiu o Emerge Labs BRF, um desafio voltado para o público acadêmico com o objetivo de buscar soluções relacionadas ao desperdício e à segurança alimentar. O diretor de inovação da BRF, Sergio Pinto, conta que a iniciativa surgiu para estreitar os laços entre a academia e a indústria e para desenvolver cientistas empreendedores. "Outro motivo é a falta de foodtechs que sejam realmente tech (com tecnologia) no Brasil", diz ele, em referência ao segmento de startups que buscam mudar os rumos da alimentação.

Ele conta que o programa de startups mostrou que quando o assunto está relacionado à demanda de custos, à criação de plataformas, há uma infinidade de ideias. Mas quando se precisa de uma solução mais científica, o terreno não é tão fértil. Por isso, a empresa resolveu buscar talentos na origem. "Queremos saber o que tem dentro dos celeiros da academia para nos ajudar a desenvolver soluções "inovadoras", diz o executivo.

O programa vai selecionar 16 projetos de autores brasileiros que tenham tecnologias criadas através de pesquisas científicas. Podem participar do programa estudantes e pesquisadores na graduação, mestrado, doutorado ou pós-doutorado, bem como empreendedores e gestores, não importando o nível de especialidade, mas o potencial de impacto da sua equipe e do seu projeto. As inscrições vão até sexta-feira neste site.

Os vencedores vão integrar o programa que terá início em janeiro, com encontros online e presenciais, em São Paulo até março de 2020. A BRF vai oferecer de dois a cinco funcionários da empresa para trabalhar lado a lado com os cientistas.

Produção de artigos
Durante a elaboração do programa, a BRF e a Emerge - organização que ajuda a fomentar e fortalecer a inovação de base científica orientada ao mercado no Brasil - mapearam os projetos feitos pelos acadêmicos e descobriram que o Brasil é o segundo país com o maior produção de artigos científicos na área de redução de desperdício. "O problema é que essas iniciativas não estão saindo dos porões das universidades."

O diretor da Emerge, Daniel Pimentel, afirma que a organização surgiu, em 2017, exatamente para tentar transformar parte desse material em realidade. "Vimos que o Brasil é bem ranqueado na produção de artigos relacionados a inovação e competitividade, mas não conseguimos efetivar isso. Por isso, decidimos fazer a sinergia entre a indústria e a academia."

Para ele, esse é o efeito do chamado Vale da Morte da Inovação, que consiste na falta de investimento no desenvolvimento tecnológico. "Nessa discussão, além do volume de recursos, o destino dessa verba também é relevante. O dinheiro público vai para a pesquisa básica e o dinheiro privado vai para a pesquisa aplicada. Na parte do desenvolvimento tecnológico, onde ainda há desafios técnicos e muito risco, é difícil o setor privado investir e há muito pouco recurso público endereçado para essa área."

O programa da BRF é o segundo que a Emerge participa. O primeiro foi com a farmacêutica Eurofarma, que teve inscrição de 50 cientistas. Agora, no projeto da BRF, eles vão buscar tecnologias para processos industriais relacionados a embalagens, novos materiais, biotecnologia e biossegurança, nanotecnologia, inteligência artificial, blockchain, internet das coisas (indústria 4.0), logística, criação ou plantio, tempo de prateleira dos produtos, aditivos e ingredientes, entre outros.

Mudanças
"Quando pensamos em sustentabilidade, a questão do desperdício é fundamental. Afinal, como alimentar um contingente de pessoas que não para de crescer no mundo? Não podemos continuar agindo da mesma forma", diz Sergio Pinto. Ele conta que hoje a receita de inovação representa 3% do total da companhia; em 2023 a expectativa é que esse número alcance os 10%. Isso será resultado de uma série de lançamentos. Neste ano, por exemplo, a empresa colocou no mercado mais de 100 novos produtos.

Sergio Pinto diz que as novas gerações e a mudança de hábitos da população também têm exigido mais mudanças da empresa. Hoje, diz ele, os consumidores procuram produtos saudáveis, com menos sódio, nas prateleiras. Isso sem considerar a escalada da população vegana, que não pode ser negligenciada. "Nossos times estão focados em novos produtos e categorias, como a de proteína vegetal." Ele conta que a empresa está desenvolvendo uma linha completa para esse público para o 1.º trimestre de 2020. "Esses consumidores têm necessidades nutricionais específicas, então investimos bastante na elaboração de produtos adequados a essas necessidades."

(Fonte: Renée Pereira Estadão) - 11/12/2019
PLANALTO CRIA COMITÊ DE GOVERNANÇA DIGITAL VISANDO ALINHAR AÇÕES DE TI

Objetivo é promover a integração entre as estratégias de tecnologia da informação e comunicação da Presidência e da Vice-Presidência da República.

O governo instituiu o Comitê de Governança Digital com o objetivo de desenvolver e monitorar a estratégia de implementação da política de TI na Presidência da República e na Vice-Presidência da República. As atribuições desse colegiado são de coordenar, articular e implementar políticas, diretrizes e normas que assegurem a adoção de boas práticas de governança de tecnologia da informação e comunicação e o alinhamento estratégico dessas ações e promover a integração entre as estratégias de tecnologia da informação e comunicação e as estratégias organizacionais.

Além disso, compete ao Comitê estabelecer as diretrizes de minimização de riscos e de priorização, de alteração e de distribuição dos recursos orçamentários destinados às ações em tecnologia da informação e comunicação. O Plano Estratégico de Tecnologia da Informação e Comunicação abrangerá visões estratégicas e princípios que nortearão o Plano Diretor de Tecnologia da Informação e Comunicação, alinhado aos objetivos estratégicos da Política de Governança Digital em toda a administração pública federal.

O colegiado terá também que elaborar e aprovar plano de investimento para a área de tecnologia da informação e comunicação. E ainda monitorar e avaliar o desempenho das ações, o cumprimento das diretrizes e o alcance dos objetivos e das metas definidas no plano estratégico de tecnologia da informação e comunicação e no plano diretor de tecnologia da informação e comunicação da Presidência
da República.

(Fonte: Lúcia Berbert LÚCIA BERBERT) - 11/12/2019
Reconhecimento facial chega a celulares, lojas e casas da China

A China adotou no domingo novas regulações que exigem que as operadoras de telecomunicações digitalizem os rostos de usuários que compram serviços de telefonia móvel, uma medida que o governo alega ser necessária para combater fraudes.



Exibição da tecnologia de reconhecimento facial em Pequim, China 24/10/2018 REUTERS/Thomas Peter
Foto: Reuters

As regras, anunciadas pela primeira vez em setembro, significam que milhões de pessoas estarão sujeitas à tecnologia de reconhecimento facial na China.

O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT) não informou quais empresas fornecerão esse serviço às operadoras, mas a China abriga algumas das líderes mundiais em software de reconhecimento facial, incluindo Megvii e SenseTime.

QUAIS SÃO AS REGRAS PARA USUÁRIOS CHINESES?

As operadoras de telecomunicações da China agora precisam usar a tecnologia de reconhecimento facial e outros meios para verificar a identidade das pessoas que abrem novas contas.

As três maiores operadoras da China são as estatais China Telecom, China Unicom e China Mobile. Não ficou claro como a lei se aplica às linhas atuais.

ONDE A TECNOLOGIA JÁ FOI USADA?

Supermercados, sistemas de metrô e aeroportos já usam a tecnologia de reconhecimento facial. O Alibaba oferece aos clientes a opção de pagar usando o reconhecimento facial na rede de supermercados Hema e administra um hotel em Hangzhou, onde os hóspedes podem digitalizar o rosto com o smartphone para fazer o check-in antecipado.

Os sistemas de metrô de algumas das principais cidades chinesas anunciaram que usarão a tecnologia, com o jornal estatal China Daily dizendo que Pequim a usará para "classificar passageiros" para permitir "diferentes medidas de verificação de segurança".

A Reuters divulgou no ano passado o amplo uso da tecnologia na região de Xinjiang, uma área devastada pela violência separatista e repressão por forças de segurança contra muçulmanos uigures e membros de outros grupos étnicos que foram detidos em campos. A China diz que os campos são centros de reeducação e treinamento.

A polícia chinesa também é conhecida por possuir aparelhos de vigilância de alta tecnologia, como óculos com reconhecimento facial embutido.

COMO A INTRODUÇÃO DA TECNOLOGIA FOI VISTA PELO PÚBLICO?

As tecnologias de vigilância encontraram pouca oposição pública na China, mas houve um debate principalmente anônimo em plataformas de mídia social como o Weibo.

Alguns usuários argumentam que é necessário combater fraudes, mas outros manifestaram preocupações sobre suas implicações para dados pessoais, privacidade e ética.

Um caso raro de oposição envolveu um professor universitário, que processou um parque em Hangzhou depois que ele substituiu seu sistema de entrada baseado em impressões digitais por um que usava tecnologia de reconhecimento facial.

O jornal Southern Metropolis Daily, que noticiou o caso em novembro, disse que o professor estava preocupado com o fato de o sistema resultar em roubo de identidade e pediu um reembolso. Ele processou após o parque negar seu pedido.

O QUE VEM A SEGUIR?

Atualmente, a tecnologia está sendo testada em áreas como faixas de pedestres e a China anunciou que expandirá seu uso para outras funções, como inscrições de estudantes para o Exame Nacional de Admissão à Faculdade.

Também houve pedidos de maior supervisão regulatória.

O Peoples Daily, no sábado, pediu uma investigação, dizendo que um de seus repórteres havia encontrado dados faciais à venda na internet, com um pacote de 5 mil rostos custando apenas 10 iuanes (1,42 dólares).

Na semana passada, o órgão regulador da internet na China anunciou novas regras sobre o uso da tecnologia "deepfake", que usa inteligência artificial para criar vídeos hiper-realistas, nos quais uma pessoa parece dizer ou fazer algo que não fez.

(Fonte: Brenda Goh - Reuters) - 03/12/2019
Heroína ou vilã: como a tecnologia muda a vida de quem faz HQs

Ao longo de trinta anos, uso de computadores alterou a relação artística e financeira dentro dos quadrinhos

Parte da cultura pop desde a década de 1930, as histórias em quadrinhos (HQs) tomam forma em uma longa cadeia: elas passam do escritor para os artistas (quadrinistas e arte-finalistas), chegando depois para os letristas e coloristas. Hoje, esse esforço de equipe continua praticamente o mesmo, mas os computadores e a tecnologia ampliaram as opções para ilustradores e revolucionaram os papéis dos artistas em rapidez, produção e arte. Essa evolução tecnológica, no entanto, não aconteceu da forma como alguns imaginavam.

"No final dos anos 1980, tínhamos certeza de que toda a criação de quadrinhos seria feita com ajuda de um PC", diz Mark Chiarello, um veterano da indústria. Ex-Marvel, DC e Dark Horse Comics, três das casas mais respeitadas das HQs, Chiarello hoje é artista freelancer. Ele foi testemunha de muitas tentativas de transformar os quadrinhos em uma produção digital.

Uma das primeiras apostas veio em 1985, quando a First Comics publicou Shatter Special Nº1. Sua capa proclamava: "o primeiro quadrinho computadorizado!". Toda a edição, exceto as cores, foi feita em um Macintosh. A arte tinha balões de diálogos bem rígidos e lembrava os primeiros dias dos videogames, com imagens pixeladas e um pouco desajeitadas. Mas foi inovador e vendeu muito.

"Passamos uns anos tropeçando na escuridão digital e tentando inventar softwares personalizados, até que todas as empresas de quadrinhos adotaram o software que acabou com todos os softwares: o Adobe Photoshop", lembra Chiarello.

Nem todos se adaptaram bem ao programa de início. "Trabalhando no Photoshop, eu não conseguia fazer nem um círculo", diz o ilustrador Yanick Paquette, que fez muitas capas e quadrinhos para a DC.

Sua primeira incursão digital foi em 2000, para uma revista de Batman. Hoje, porém, a vida é bem mais fácil: ele é um viciado no Cintiq, marca de tablets que permite ao usuário desenhar diretamente na tela. "Não compro mais borrachas. Não compro mais tinta. Mas toda vez que lançam um novo Cintiq, vou lá e meio que dou de presente para mim mesmo", diz ele.

Na opinião de Paquette, os leitores desconfiam da arte digital. "Quando uma coisa fica perfeita demais, límpida demais, você perde a sensibilidade humana", diz. Para fazer um exército inteiro, ele pode desenhar um único soldado e criar digitalmente um batalhão, mas se nega. "Se me dedico a desenhar cada um dos soldados da tropa, eles ficam humanizados e a relação do leitor com a arte é diferente".

Parceria
As relações entre os diferentes profissionais na linha de montagem de uma HQ também mudou - em especial, entre o quadrinista (que concebe a página e desenha as imagens iniciais) e o arte-finalista (que dá o acabamento adequado a cada linha). "Antes, era um bom arte-finalista que elevava o trabalho do quadrinista. Agora, é o colorista", diz Karl Kesel, arte-finalista que trabalha desde 1984.

"A tecnologia reverteu a ordem da importância artística, por mais que eu odeie admitir isso." Ele segue desenhando no papel, mas mas acredita que a maior inovação digital é a função desfazer do computador: "Não gostou dessa linha? É só clicar e pronto, sumiu".

Responsável por adicionar balões de diálogos, legendas e efeitos sonoros às páginas, os letristas também têm uma relação nova com o trabalho. "Ganhamos menos, mas podemos produzir mais graças ao sr. Computador", diz Chris Eliopoulos, letrista que começou a trabalhar em 1989 como estagiário na Marvel. Em seu auge, ele escrevia à mão 30 quadrinhos por mês, em uma média de 22 páginas.

Trabalhar digitalmente, diz ele, é mais rápido e lucrativo. Um quadrinista pode ganhar US$ 100 por página, mas geralmente só faz uma por dia. Um letrista ganha menos por página, mas produz várias em um só dia de trabalho.

Para a famosa série I am..., que reúne biografias de figuras históricas em graphic novel, ilustradas por ele, Eliopoulos usa um híbrido de letras digitais e à mão livre, evitando sua biblioteca de fontes. Ele segue sendo um artesão. "Leva mais tempo, mas acho que qualquer pessoa diria que, se pudesse escolher, ficaria com as letras à mão, porque são orgânicas, são arte". /TRADUÇÃO DE RENATO PRELORENTZOU

(Fonte: George Gene Gustines) - 03/12/2019
99 vai lançar serviço de entrega de comida no Brasil

Meta da chinesa Didi Chuxing, dona do aplicativo de transporte brasileiro, é replicar plataforma que já existe na China e no México

A startup brasileira de aplicativos de transporte 99 está prestes a entrar em um novo mercado: nesta quinta-feira, 21, a empresa anuncia ao mercado que vai lançar um serviço de entrega de comida no Brasil. Chamada de 99 Food, a nova área de negócios da empresa deve competir diretamente por aqui com iFood, Uber Eats e Rappi, além do tradicional "telefone da pizzaria do bairro".



São Pauo, Brasil; 13/05/2019 REUTERS/Laís Martins
Foto: Reuters

Em comunicado distribuído à imprensa, a empresa, que pertence ao grupo chinês de mobilidade Didi Chuxing, diz que espera replicar no Brasil o sucesso de um serviço que já oferece em países como China e México. "Nós estamos muito animados em oferecer às pessoas, restaurantes e entregadores uma opção de entrega de comida competitiva no Brasil, com a vantagem da rede de 19 milhões de usuários que a 99 já possui no país", diz Danilo Mansano, executivo responsável por montar a operação no Brasil.

Segundo a empresa, ainda não há data definida para o negócio estrear, nem cidades por onde o serviço começará a funcionar. Já está no ar, porém, um site no qual os restaurantes interessados em participar do aplicativo podem se inscrever para obter mais informações.

Quando o serviço entrar no ar, o 99 Food poderá ser acessado tanto pelo aplicativo da 99 quanto por um novo app exclusivo. A expectativa é de que, assim como outros serviços do setor, o 99 Food também utilize a mão de obra de colaboradores parceiros para fazer suas entregas.

No comunicado, a 99 afirma "que há espaço para crescimento significativo na América Latina, onde são feitas 15 milhões de entregas mensais no México e 26 milhões no Brasil, os dois maiores mercados da região". Aqui no Brasil, o setor é amplamente liderado pelo iFood, que faz mais de 21,5 milhões de entregas por mês - os dados foram divulgados pela própria startup no final de outubro.

(Fonte: Bruno Capelas Estadão) - 25/11/2019
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O Portal da Florêncio de Abreu foi lançado em 01 de janeiro de 2002, tendo como objetivo principal a divulgação de empresas e produtos comercializados na região da rua Florêncio de Abreu no centro da cidade de São Paulo, focando-se principalmente em produtos voltados para a área de ferramentas e ferragens.