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Sony vai ajustar ventoinha do PS5 com atualizações de sistema

Sony detalha como o cooler do PS5 pode ser melhorado conforme o tempo passa, por meio de atualizações e dados coletados

O cooler, ou ventoinha, do PS5 terá ajustes por atualizações online ao longo do tempo, conforme a Sony aprimorar o console por meio de atualizações online. Yasuhiro Ootori, engenheiro-chefe da PlayStation, que também apresentou o vídeo oficial desmontando o aparelho, detalhou como isso vai funcionar


Cooler do PS5 pode ter melhorias via atualização (Imagem: Sony)
Foto: Tecnoblog

Em entrevista ao site japonês 4Gamer, Ootori diz que, em tese, a ventoinha não terá uma velocidade fixa, e será controlada pela unidade processadora do PS5 ou Accelerated Processing Unit (APU).

Trata-se, basicamente, do chip AMD personalizado, que é combinado também ao processador gráfico, que dá todo o poder e controle ao console.

Assim, de acordo com o jogo que estiver rodando no console, a Sony pode testar e ver como o cooler se comporta, modificando sua velocidade e performance para cada título, por meio de atualizações de sistema futuras. Tudo para manter a temperatura controlada.

"Muitos jogos serão lançados no futuro e os dados de como a APU vai se comportar serão coletados. Temos planos de otimizar o controle da ventoinha, nos baseando nestes dados", disse. Para isso, Ootori explica, vários sensores de temperatura estão espalhados pela placa principal do console, para coletar os dados enquanto a APU roda o game.

PS5 transparente
Outro detalhe curioso da entrevista de Ootori, e notado pelo site The Verge, é que o engenheiro detalhou um dos testes feitos com o PS5 em termos de temperatura, envolvendo um modelo de PS5 que possivelmente nunca veremos.

Segundo o designer, foram criadas carcaças transparentes para o PS5, para logo em seguida lançar fumaça de gelo seco dentro do aparelho. Assim, os fabricantes puderam estudar melhor os efeitos relacionados com aumento de temperatura, vendo como a fumaça se comportava no interior do videogame transparente.

(Fonte: Felipe Vinha - The Verge.) - 19/10/2020
Empreendedores criam horta inteligente para uso doméstico

Bruno Arouca, Juan Correa e Rodrigo Farina apostaram no crescimento das hortas urbanas para criar a startup Brota

A perspectiva de cultivar ervas, temperos e legumes dentro de casa, para consumo de alimentos mais saudáveis, tem feito com que o conceito de horta urbana cresça nas metrópoles do País. Dentro desse cenário, no entanto, há dificuldades que fazem as pessoas desistirem do plantio, como, por exemplo, a falta de tempo, conhecimento e espaço dedicado para a atividade.

Pensando nessas barreiras, que impedem as pessoas de cultivar hortas domésticas, os empreendedores Bruno Arouca, Juan Correa e Rodrigo Farina criaram, neste ano, a startup Brota. Os três, que são engenheiros formados pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), desenvolveram um dispositivo inteligente, autônomo e autoirrigável para cultivo de condimentos e legumes.



Pensando nas barreiras que impedem as pessoas de cultivar hortas domésticas, os empreendedores Bruno Arouca (à dir.), Juan Correa (ao meio) e Rodrigo Farina (à esq.) criaram, neste ano, a startup Brota
Foto: Brota / Divulgação

"Enxergamos a jardinagem, o cultivo urbano, como um setor da relação do humano com a natureza e seus alimentos", diz Farina, CEO da Brota. "Nosso propósito é ajudar a transformar este cenário (de dificuldade de manter hortas domésticas) e trazer luz à discussão sobre este tema que deverá ser cada vez mais pauta na sociedade." Na visão da startup, a estimativa é de que, no futuro, os alimentos sejam produzidos mais nas áreas urbanas do que nas zonas rurais.

"Estilo Nespresso"
Para solucionar os problemas envolvendo a baixa adesão à jardinagem, a aposta da Brota foi desenvolver um dispositivo compacto - com dimensões de 20 centímetros de comprimento, 20 centímetros de largura e 9 centímetros de altura - que conseguisse, de maneira automatizada, distribuir a água de seu reservatório para as plantas de maneira automática e na medida certa para cada tipo de erva, hortaliça ou legume.



A aposta da Brota foi desenvolver um dispositivo compacto, para que ele coubesse em qualquer lugar da casa: 20 centímetros de comprimento, 20 centímetros de largura e 9 centímetros de altura
Foto: Brota / Divulgação

O dispositivo de horta inteligente desenvolvido por Arouca, Correa e Farina funciona como uma espécie de "Nespresso", em que o usuário precisa comprar cápsulas com as plantas que deseja cultivar para, então, inseri-las no dispositivo. Feito isso, elas já são irrigadas automaticamente pelo sistema. Dentro de cada cápsula, além do condimento escolhido, há também a quantidade certa de terra necessária para seu crescimento.

Feito de plástico reciclável, o dispositivo de horta inteligente consegue regar até 6 plantas diferentes em um período de até 25 dias, sem a necessidade de repor o reservatório de água. "Por ser autoirrigável, você só precisa colocar água no sistema uma vez por mês", diz Farina. "Como as cápsulas já são preparadas com tudo que cada semente precisa, tudo foi pensado para que a planta se desenvolva 100% sozinha."



A Brota comercializa 12 tipos de cápsulas diferentes, que variam nas categorias de hortaliças, temperos e ervas para chá
Foto: Brota / Divulgação

A Brota comercializa 12 tipos de cápsulas diferentes, que variam nas categorias de hortaliças, temperos e ervas para chá: camomila-húngara, hortelã, salsa, manjericão italiano, coentro português, alface, rúcula, pimenta calabresa, alecrim, cebolinha, orégano, tomilho e tomate cereja. Segundo Farina, a startup já está desenvolvendo os módulos de tomate e sálvia.

O kit da horta inteligente, que vem o dispositivo mais seis cápsulas e dois meses de apoio online de biólogos parceiros da Brota, sai por R$ 225 à vista e pode ser parcelado. Caso seja necessária a reposição das plantas, o usuário pode pedir um conjunto de três módulos por R$ 36. Os pedidos devem ser feitos no site da empresa.

(Fonte: Matheus Riga - Equipe portal) - 19/10/2020
E-commerce do setor pet estima receita de R$ 540 mi em 2020

Petlove, do empreendedor e veterinário Marcio Waldman, cresceu 133 vezes nos últimos nove anos

Em uma pequena clínica no bairro do Bom Retiro em São Paulo (SP), no final dos anos 1980, o médico veterinário Marcio Waldman vendia produtos e remédios para animais domésticos, além, claro, de realizar consultas e exames. Nas décadas seguintes, o empreendimento se tornou totalmente digital, ganhou 4 centros de distribuição, gerou 600 empregos e passou dos R$ 500 milhões em faturamento.

A transformação do varejo físico para um empreendimento totalmente digital ocorreu em 2005, mas Waldman já tinha criado um e-commerce para produtos pet em 1999, quando a internet se tornou comercial no Brasil. Anos depois, em 2020, sua empresa, a Petlove, chegou a anotar um aumento de vendas de 300% nos primeiros meses de isolamento social, decorrentes da pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2).



A PetLove, do médico veterinário Marcio Waldman (foto), tem 4 centros de distribuição, 600 funcionários e deve passar dos R$ 500 milhões em faturamento em 2020
Foto: Divulgação

Criando um e-commerce em 1999
A história da Petlove se mistura com a da internet no Brasil. Ao mesmo tempo que a rede mundial de computadores se tornou comercial por aqui, no final da década de 1990, Waldman começou a pensar em formas de utilizar essa nova ferramenta para impulsionar o seu negócio.

Em 1999, um ano antes do novo milênio, a loja virtual da antiga PetSuperMarket, que em 2012 se tornaria Petlove, estava no ar, comercializando produtos e remédios para animais de estimação. "Eu não vendia absolutamente nada", conta Waldman. "Ninguém queria colocar cartão de crédito na internet, e o boleto processava o pagamento em 8 dias."



"Eu não vendia absolutamente nada", conta Waldman, sobre o início de sua jornada no e-commerce
Foto: Divulgação

Entre uma troca de sistema de comércio eletrônico e outra, e o crescente número de novos usuários na internet brasileira, o médico veterinário começou a notar um crescimento no número de vendas no canal digital. "Em 2005, o faturamento da clínica e a do e-commerce se equipararam", diz.

Com a abertura de uma loja de produtos para animais domésticos concorrente nas proximidades de sua clínica, Waldman decidiu migrar todo o seu negócio para o digital. "Os anos entre 2005 e 2011 foram os mais difíceis da minha vida porque eu abdiquei de metade da minha receita", afirma. "Eu e minha esposa passamos fome, até porque tínhamos que priorizar nossas crianças."

A virada de jogo

Com apenas o e-commerce em operação, Waldman se desfez dos equipamentos veterinários que tinha em sua clínica. Isso, conta o empreendedor, o impossibilitou de retornar ao varejo físico, mesmo que ele quisesse. Após cinco anos apenas no ambiente digital, o veterinário pôde colher os frutos que plantou com sua loja virtual.

"Em 2010, o e-commerce começou a ter mais tração e as coisas melhoraram", afirma o médico veterinário e, hoje, CEO da Petlove. Quando percebeu que a situação ganhava contornos positivos, Waldman não perdeu tempo em procurar investidores para o seu negócio. "Um ano depois, fechei o primeiro investimento para o mercado de varejo pet no Brasil com a Monashees, Tiger e Kaszek."



O primeiro investimento no setor pet foi feito pelos investidores Monashees, Tiger e Kaszek na PetLove em 2011
Foto: iStock

Com o aporte financeiro e mentorias, o negócio acelerou o ritmo de crescimento, chegando ao faturamento de R$ 4 milhões em 2011. Para 2020, a perspectiva de receita da Petlove é de R$ 540 milhões, um crescimento de 133 vezes em 9 anos. Esse número e o de vendas no e-commerce colocaram o empreendimento como o primeiro em vendas online e o terceiro geral para o segmento pet.

Mirando o primeiro lugar
Para o futuro, a pretensão de Waldman com a Petlove é de ir além do primeiro lugar conquistado no segmento de vendas online para pets. "O nosso objetivo é chegar na liderança geral do setor, queremos ser o número 1 ", afirma.

O mercado pet, inclusive, ainda tem campo para crescimento. De acordo com a pesquisa "Mercado Pet Brasil", da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), há 141 milhões de animais domésticos no País. Além disso, a pesquisa mostra que esse segmento da economia movimenta R$ 22,3 bilhões.



Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) estima que há 141 milhões de animais domésticos no País
Foto: iStock

A estratégia de Waldman para explorar as oportunidades do segmento é de diversificar não apenas em produtos oferecidos aos clientes, mas também em serviços, tanto para o consumidor final, quanto para médicos veterinários e donos de lojas. "Queremos ser uma grande plataforma e firmar parcerias para ajudar na venda e distribuição de produtos", diz.

Nos últimos dois anos, por exemplo, a Petlove firmou uma parceria estratégica com a startup Vet Smart, que oferece conteúdo sobre medicamentos e saúde dos animais, além de desenvolver aplicativos para empreendimentos veterinários. A empresa de Waldman também comprou a Vetus, uma companhia que criou um software de gestão para clínicas e pet shops.

Um bom exemplo da estratégia de Waldman, em ganhar capilaridade no mercado, foi a aquisição da supracitada Vet Smart. Essa compra gerou uma nova frente de negócios, possibilitando que a Petlove ofereça uma ferramenta para que médicos veterinários autônomos, clínicas e lojas de produtos pudessem criar o seu próprio e-commerce.

Como organizar sua rotina digital e ser mais produtivo online

Trabalhar em casa e de pijama pode ser legal, mas é preciso tomar cuidado para não passar o dia todo sendo bombardeado com notificações



Converse com seus colegas – ou, se você for um professor, com seus alunos – a respeito de quando você está disponível para respondê-los
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Estadão

Para muita gente, trabalhar remotamente pode ter eliminado deslocamentos diários e permitido o sonho de passar o dia todo de pijama. Por outro lado, o home office também significa que você provavelmente será bombardeado com alertas a cada segundo do dia - com e-mails pessoais e profissionais lotando caixas de entrada e notificações mostrando cada notícia nova ou comentário naquela sua foto #tbt do Instagram.

Se você está sofrendo de fadiga tecnológica ou simplesmente tentando se tornar mais produtivo online, aqui estão alguns passos que você pode seguir para organizar seu mundo digital.

Crie divisões de tempo
Especialista na interseção entre tecnologia e cultura, o professor Cal Newport, da Universidade Georgetown, disse que muitas pessoas sucumbem ao que ele chama de método reativo. Em vez de esperar um pouco, elas instantaneamente reagem a qualquer comunicação - mensagens, e-mails, mensagens via Slack - enquanto tentam ao mesmo tempo fazer algum progresso em seus trabalhos.

Em um momento, estão respondendo a um e-mail enviado pelo professor do filho, no momento seguinte, estão participando de uma videoconferência — confundindo a fronteira entre o profissional e o pessoal. "Isso mistura as duas vidas completamente", disse Newport. "Você nunca está sem trabalhar. Você sempre se sente ficando para trás."

Para evitar esse ciclo, defina um cronograma digital fixo que determine claramente quando você está trabalhando, quando você está cuidando da família e quando está relaxando. Lide com as comunicações referentes a diferentes partes de sua vida apenas durante esses momentos. Reserve alguns períodos de tempo para verificar mensagens pessoais. E só leia as manchetes do dia pela manhã, assim você não verifica casualmente as notícias durante o horário de trabalho.

"Em nosso momento atual, não olhar nenhuma notícia parece ser uma traição à nossa responsabilidade cívica", disse Newport. "Mas, por outro lado, ficar vendo as notícias a todo momento pode ser uma traição à sua sanidade."

Defina expectativas
Converse com seus colegas - ou, se você for um professor, com seus alunos - a respeito de quando você está disponível para respondê-los. "Defina expectativas para todos os envolvidos", disse Lynette OKeefe, diretora de pesquisa e inovação do Online Learning Consortium, uma organização sem fins lucrativos que oferece orientação de ensino digital para educadores.

Isso pode ajudar a reduzir o volume de mensagens recebidas e a deixar claro para os demais que seu horário pode não estar alinhado ao deles. Educadores, por exemplo, devem deixar claro aos alunos se respondem a e-mails fora do horário de expediente ou não.

"Espera-se que estejamos muito mais disponíveis, o que talvez seja irônico", disse Ioana Literat, professora de Comunicação do departamento de Formação de Professora da Universidade Columbia.

"Temos muito mais responsabilidades e nossas vidas estão tão caóticas agora."

Assuma o controle de sua caixa de entrada
Uma das maneiras mais simples de limpar a sua caixa de entrada é cancelar a inscrição nas listas de e-mail. Os aplicativos de e-mail do Gmail e da Apple informam aos usuários se um e-mail é de uma lista de distribuição cuja inscrição pode ser cancelada com apenas um clique. Use isso a seu favor.

Você também pode classificar - e limitar - e-mails filtrando-os por remetente, destinatário ou assunto. Digamos que você receba um relatório de progresso semanal que é bom ter guardado, mas não precisa ser lido assim que chegar. Você pode criar um filtro que irá marcá-lo automaticamente como lido, enviá-lo para seus arquivos ou dar-lhe uma determinada categoria. Para sua caixa de entrada pessoal, considere a criação de marcadores para contas ou lembretes de compromissos, para que eles não se percam no meio de tudo

Em seguida, avalie se você seria mais produtivo se consolidasse seus e-mails pessoais e profissionais em uma única caixa de entrada. Se você se preocupa em perder informações importantes de um dos dois e alterna constantemente entre os dois, importe-os para um único endereço. Você pode fazer isso no Gmail usando a opção de busca de e-mail ou no Outlook criando aliases que enviam e recebem e-mails de contas diferentes. Ambos os sistemas também possuem recursos que podem encaminhar automaticamente todos os seus e-mails de uma conta para outra.

Se você faz parte de uma grande equipe e sente que longas conversas de e-mail muitas vezes atrapalham uma tarefa que precisa ser concluída, pense em um fluxo de trabalho eficiente. Talvez isso signifique colocar ideias em um documento do Google compartilhado ou realizar reuniões semanais para discutir metas específicas. Ter um processo estruturado "reduz substancialmente o número de conversas simultâneas e assíncronas que acontecem", disse Newport.

Estruture e automatize sua agenda
Para evitar perder tempo trocando e-mails para agendar reuniões, use um calendário compartilhado como YouCanBookMe, Calendly ou x.ia. Nele, os colegas podem ver sua disponibilidade e reservar períodos de sua agenda de acordo com seus compromissos. Se você costuma marcar reuniões com pessoas fora de sua empresa, essas ferramentas podem ser integradas aos calendários do Google e Outlook, para que você não precise alternar entre plataformas diferentes.

Outra forma de não perder tempo: em vez de digitar a mesma resposta a perguntas ou solicitações comuns, salve um modelo para que possa dispará-lo rapidamente quando necessário. Isso, segundo Lynette, diz aos destinatários: "Estou vendo você, escutando-lhe, tenho interesse em lhe responder - mas aqui está quando isso vai acontecer."

Crie um sistema de gerenciamento de tarefas
Por fim, você nunca se tornará uma pessoa "com caixa de entrada vazia" se tratar seu e-mail como uma lista de tarefas pendentes. É comum deixar mensagens não lidas e usá-las como lembretes para realizar certas tarefas. A ideia geralmente é: "Se eu precisar fazer isso, está na minha caixa de entrada. E se eu quiser delegar essa tarefa que está comigo, basta enviar um e-mail a respeito disso para outra pessoa", disse Newport. "Esse é um sistema de gerenciamento de tarefas. É simplesmente terrível."

Em vez disso, ele sugere a criação de um "espaço de obrigações" separado. Use ferramentas online como Trello, Flow-e ou Asana para criar painéis de tarefas que organizam suas responsabilidades de acordo com a urgência e o progresso. Se a ideia de usá-los não lhe agrada, o Gmail tem um recurso de tarefas incorporado no aplicativo de calendário que permite criar listas digitais de tarefas, enquanto o Outlook tem um recurso semelhante chamado To Do. (Sua ferramenta de tarefas clássica está sendo eliminada.) Ou simplesmente use uma caneta e papel para definir as prioridades do seu dia.

/ TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

(Fonte: Sara Aridi) - 09/10/2020
TikTok evita bloqueio graças a acordo com Oracle e Walmart

Oracle e Walmart ficarão com 20% do TikTok em acordo apoiado por Donald Trump; WeChat também evita bloqueio

Era para o TikTok ter sido bloqueado no último domingo (20) nos Estados Unidos, mas, aos 45 do segundo tempo, um acordo entre ByteDance (empresa chinesa dona da rede social), Oracle e Walmart

evitou o pior, pelo menos por ora. A parceria entre as três companhias recebeu apoio do presidente Donald Trump.



TikTok
Foto: Tecnoblog

Ainda há detalhes sobre o acordo a serem revelados, mas as primeiras informações indicam que uma entidade com sede nos Estados Unidos será criada para permitir o controle conjunto do TikTok. Ela gerará 25 mil empregos no país.

80% do TikTok Global, como a nova organização foi batizada, ficará nas mãos da ByteDance. Os 20% restantes serão compartilhados entre Oracle e Walmart.

Chama atenção o fato de, inicialmente, o Walmart ter apoiado a compra do TikTok pela Microsoft. Tudo indica que, como a ByteDance não aceitou a proposta, o Walmart correu para se juntar ao nome que apareceu nessa história logo depois: Oracle.

Basicamente, a Oracle fornecerá estrutura nas nuvens para o TikTok e cuidará dos dados de usuários americanos na rede social. Já o Walmart levará para a plataforma a sua tecnologia de comércio eletrônico e publicidade.

Mas é cedo para falarmos em final feliz. Ao comentar o acordo, Trump sinalizou que a nova entidade será controlada por americanos e resultará no pagamento de US$ 5 bilhões em impostos ao governo dos Estados Unidos. No entanto, a ByteDance já assumiu uma postura de "não é bem assim".



Oracle
Foto: Tecnoblog
Para começar, a companhia declarou que os tais US$ 5 bilhões são apenas uma estimativa do total de impostos que o TikTok Global pagará no decorrer dos próximos anos se o negócio vingar.

Além disso, a ByteDance informou que manterá o controle sobre os algoritmos da plataforma. A Oracle até poderá ter acesso ao código-fonte do serviço, mas de modo limitado, apenas para checagens de segurança.

Como a administração Trump acusa o TikTok de atuar como ferramenta de espionagem do governo chinês, o controle majoritário do TikTok Global pela ByteDance pode não ser suficiente para afastar de vez o risco de bloqueio do aplicativo nos Estados Unidos.

Aguardemos os próximos capítulos.

WeChat também se salva
Na semana passada, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos declarou que, além do TikTok, o WeChat — serviço de mensagens bastante popular na China — também seria banido no domingo. No entanto, um processo judicial movido por usuários da plataforma impediu o bloqueio.

Eles alegam que a restrição entraria em conflito com a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que garante a liberdade de expressão. Isso porque, para muitos usuários da comunidade chinesa estabelecidos no país, o WeChat é o único meio viável de comunicação por mensagens.


WeChat iPhone
Foto: Bruno Gall De Blasi/Tecnoblog / Tecnoblog

Há duas razões principais para isso: o aplicativo não é bloqueado na China; mesmo vivendo nos Estados Unidos, muitos membros dessa comunidade têm pouca fluência em inglês e, por isso, recorrem ao WeChat para comunicação com amigos e familiares.

Para Laurel Beeler, juíza de um tribunal da Califórnia que atendeu à ação, há poucas evidências de que o banimento do WeChat seria significativo para a segurança nacional dos Estados Unidos. Além disso, ela argumenta que há alternativas mais adequadas para isso do que o bloqueio geral, como barrar o aplicativo apenas em dispositivos governamentais.

Com informações: TechCrunch, CNBC, Bloomberg, Android Police.

(Fonte: Emerson Alecrim) - 21/09/2020
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O Portal da Florêncio de Abreu foi lançado em 01 de janeiro de 2002, tendo como objetivo principal a divulgação de empresas e produtos comercializados na região da rua Florêncio de Abreu no centro da cidade de São Paulo, focando-se principalmente em produtos voltados para a área de ferramentas e ferragens.